Notícias

8 de março – Dia Internacional da Mulher

  • 8 de março de 2022

O CRT-MG parabeniza todas as mulheres por esta data tão importante e faz uma homenagem às Técnicas Industriais com depoimentos de profissionais que fazem a diferença no segmento técnico de Minas Gerais

8 de março comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, a data remete à luta histórica das mulheres por igualdade de condições na sociedade, contra o machismo e a violência, bem como enaltecer suas conquistas sociais, políticas e econômicas.

Entre essas conquistas está a presença cada vez maior de mulheres no mercado de trabalho, especialmente no segmento técnico, ainda predominantemente masculino. No Brasil mais de 57 mil mulheres atuam profissionalmente em 46 modalidades técnicas, segundo dados do Sistema de Informação dos Conselhos dos Técnicos Industriais (Sinceti). Só em Minas Gerais são 5.180 profissionais que realizam estudos e executam projetos e serviços em diferentes áreas.

Como forma de homenagear nossas Técnicas Industriais, o CRT-MG traz exemplos de sucesso de profissionais que tem se destacado em suas áreas de atuação, quebrando tabus e mostrando a força feminina na sociedade.

Rachel Mary Osthues

Professora do Ensino Básico Técnico e Tecnológico e coordenadora do Curso Técnico em Eletromecânica do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – CEFET-MG

Belo Horizonte – MG

“É interessante e gratificante trabalhar em uma escola técnica porque conseguimos ver mais rapidamente as mudanças que esse tipo de educação promove na vida dos alunos como amadurecimento, confiança, entusiasmo e crescimento financeiro, pois adquirem uma profissão.

Embora ainda dominado por homens, acho importante a presença feminina no setor técnico, pois as características dos dois profissionais, tanto homem quanto mulher, se completam, cada um com suas habilidades e preferências. A cada ano tem aumentado a procura de mulheres por cursos técnicos e a percepção que as mulheres estão tendo, embora homens e mulheres possam ter características distintas, que ambos podem atuar nas mesmas áreas eficientemente, promovendo a desmistificação de que algumas matérias são muito difíceis e a ideia de diminuição da classificação de serviço de homem e serviço de mulher.

De maneira geral, mulheres tendem a acolher mais as equipes, são mais observadoras de detalhes e gostam de trabalhar em grupos

Minha mensagem é que as técnicas continuem fazendo sempre um bom trabalho, crescendo na profissão e jamais deixem que opiniões contrárias as desanimarem, que saibam se impor, mas sem fazer disso uma guerra, pois a união sempre produzirá um melhor resultado”.

Rogéria de Freitas Costa

Técnica em Design de Interiores

Nova Lima – MG

“Tenho formação em Design de Interiores pelo Instituto de Arte e Projeto INAP, concluído em 2007. Minha experiência sempre foi como autônoma em consultoria, buscando conferir aos clientes projetos onde predominam a beleza e a funcionalidade dentro de tendências contemporâneas e atemporais. Foi a paixão pela beleza e a funcionalidade do ambiente, acrescentando satisfação aos clientes é que me fez escolher essa profissão. Conferindo o contentamento no trabalho tecnicamente embasado aliado à realização pessoal. A formação técnica me propiciou atuar profissionalmente.

Nunca sofri preconceito ou discriminação enquanto trabalhei em empresas e nem enquanto atuo no trabalho autônomo de Designer, em atendimento a clientes/corporações. Acredito que a mulher pode ocupar qualquer setor hoje em dia. Ela entrou no mercado de trabalho para somar com o homem. Hoje sua atuação é abrangente. Uma tendência natural da mulher é a sensibilidade, capacidade de entender, adaptar-se às constantes mudanças tudo com leveza e bom humor, além da criatividade em buscar soluções.

Na minha opinião a mulher confere a qualquer atividade profissional, criatividade, zelo, bom relacionamento e espírito de cooperação junto à empresa onde atue. Mas a discriminação ainda existe, a desigualdade salarial em torno de 20% a menos que os homens, jornada dupla, trabalho em turnos, etc. O que as levam a acumular atividades domésticas, educação dos filhos, sobrecarregando-as.

O CRT-MG confere legitimidade ao cargo do técnico, define suas atribuições e responsabilidades. É a comprovação do profissional em exercer a profissão, é o compromisso do profissional com a qualidade técnica do serviço prestado”.

Adriana Bastos de Almeida

Técnica em Eletrotécnica

Belo Horizonte – MG

“Me formei em 2005 pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) e atuo na Companhia Energética de Minas Gerais – CEMIG desde 2006. Tive mais e melhores oportunidades de trabalho com a minha formação técnica. A participação feminina é importante em qualquer setor e, no técnico, não seria diferente. Em uma área que ainda é predominantemente masculina, a atuação das mulheres contribui para a representatividade e igualdade na carreira técnica.

Embora (e infelizmente) seja comum no mundo corporativo, no meu local de trabalho eu nunca sofri preconceito ou discriminação por ser mulher. Um ambiente de trabalho diverso gera uma equipe mais engajada e produtiva. A visão holística e capacidade de organização, características comuns do universo feminino, contribuem com soluções diferentes e inovadoras para o setor técnico.

Como conselho profissional, o CRT deve lutar pela igualdade de remuneração entre homens e mulheres que exercem a mesma função e promover as condições de trabalho adequadas para as técnicas industriais”.

Thaynara Oliveira Quintão

Técnica em Meio Ambiente

Marliéria – MG

“Me formei no ano de 2015 e atuo na área de mineração. A minha formação técnica representa muito em minha vida, com ela estou obtendo crescimento pessoal e me tornando uma pessoa preparada para os diferentes obstáculos futuros.

Já sofri discriminação profissional por ser mulher. Em ambiente de obra a mulher deve demostrar sempre maior esforço para mostrar que também tem seu espaço, e para superar isso estou me esforçando e me superando a cada dia para conquistar meu espaço. E vejo que a presença e participação feminina no setor técnico demonstra que estamos diminuindo a desigualdade de gênero.  E ao meu ver, o diferencial que nós, mulheres, temos no ambiente de trabalho é que somos capazes de resolver problemas e tomar decisões rapidamente.

A importância do CRT-MG para as técnicas industriais é que com o Conselho podemos comprovar nossas habilidades e capacidades de forma igualitária”.

Deise Lopes de Carvalho,

Conselheira Federal – CFT e Técnica em Edificações

Belo Horizonte – MG

“Me formei na Escola Técnica Municipal de Sete Lagoas em Edificações, o que me ajudou muito na minha vida profissional. Hoje eu tenho uma referência de vida. Eu me sinto realizada.

Existia sim preconceito na minha época para trabalhar em obras. A mulher só podia trabalhar no escritório. Consegui superar essa discriminação, a gente acaba se acostumando com a situação porque a oportunidade sempre acaba aparecendo, mas na época as oportunidades vieram muito devagar.

Vejo que a participação feminina no setor técnico é muito boa. Hoje a integração da mulher no setor técnico é muito bem recebida. Claro que ainda tem, sim, dificuldades para homens aceitarem as mulheres neste meio e, principalmente, no campo, em obras, na mineração. E entendo que o diferencial que a mulher oferece no setor técnico é a dedicação na realização de sua função na empresa. A mulher quer sempre mostrar que ela é tão capaz quanto um homem de realizar a mesma função.

Como conselheira no CFT, avalio que a participação não só minha, mas de outras companheiras dentro do Conselho, tanto no federal quanto nos regionais, é de extrema importância para nossa categoria de Técnico Industrial. E o CRT-MG não é só importante para as Técnicas Industriais, mas para toda a categoria, fiscalizando obras irregulares, profissionais não habilitados e sem registro, dentre tantos outros diferenciais que o antigo Conselho não havia”.

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8 de março comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, a data remete à luta histórica das mulheres por igualdade de condições na sociedade, contra o machismo e a violência, bem como enaltecer suas conquistas sociais, políticas e econômicas.

Entre essas conquistas está a presença cada vez maior de mulheres no mercado de trabalho, especialmente no segmento técnico, ainda predominantemente masculino. No Brasil mais de 57 mil mulheres atuam profissionalmente em 46 modalidades técnicas, segundo dados do Sistema de Informação dos Conselhos dos Técnicos Industriais (Sinceti). Só em Minas Gerais são 5.180 profissionais que realizam estudos e executam projetos e serviços em diferentes áreas.

Como forma de homenagear nossas Técnicas Industriais, o CRT-MG traz exemplos de sucesso de profissionais que tem se destacado em suas áreas de atuação, quebrando tabus e mostrando a força feminina na sociedade.

Rachel Mary Osthues

Professora do Ensino Básico Técnico e Tecnológico e coordenadora do Curso Técnico em Eletromecânica do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – CEFET-MG

Belo Horizonte – MG

“É interessante e gratificante trabalhar em uma escola técnica porque conseguimos ver mais rapidamente as mudanças que esse tipo de educação promove na vida dos alunos como amadurecimento, confiança, entusiasmo e crescimento financeiro, pois adquirem uma profissão.

Embora ainda dominado por homens, acho importante a presença feminina no setor técnico, pois as características dos dois profissionais, tanto homem quanto mulher, se completam, cada um com suas habilidades e preferências. A cada ano tem aumentado a procura de mulheres por cursos técnicos e a percepção que as mulheres estão tendo, embora homens e mulheres possam ter características distintas, que ambos podem atuar nas mesmas áreas eficientemente, promovendo a desmistificação de que algumas matérias são muito difíceis e a ideia de diminuição da classificação de serviço de homem e serviço de mulher.

De maneira geral, mulheres tendem a acolher mais as equipes, são mais observadoras de detalhes e gostam de trabalhar em grupos

Minha mensagem é que as técnicas continuem fazendo sempre um bom trabalho, crescendo na profissão e jamais deixem que opiniões contrárias as desanimarem, que saibam se impor, mas sem fazer disso uma guerra, pois a união sempre produzirá um melhor resultado”.

Rogéria de Freitas Costa

Técnica em Design de Interiores

Nova Lima – MG

“Tenho formação em Design de Interiores pelo Instituto de Arte e Projeto INAP, concluído em 2007. Minha experiência sempre foi como autônoma em consultoria, buscando conferir aos clientes projetos onde predominam a beleza e a funcionalidade dentro de tendências contemporâneas e atemporais. Foi a paixão pela beleza e a funcionalidade do ambiente, acrescentando satisfação aos clientes é que me fez escolher essa profissão. Conferindo o contentamento no trabalho tecnicamente embasado aliado à realização pessoal. A formação técnica me propiciou atuar profissionalmente.

Nunca sofri preconceito ou discriminação enquanto trabalhei em empresas e nem enquanto atuo no trabalho autônomo de Designer, em atendimento a clientes/corporações. Acredito que a mulher pode ocupar qualquer setor hoje em dia. Ela entrou no mercado de trabalho para somar com o homem. Hoje sua atuação é abrangente. Uma tendência natural da mulher é a sensibilidade, capacidade de entender, adaptar-se às constantes mudanças tudo com leveza e bom humor, além da criatividade em buscar soluções.

Na minha opinião a mulher confere a qualquer atividade profissional, criatividade, zelo, bom relacionamento e espírito de cooperação junto à empresa onde atue. Mas a discriminação ainda existe, a desigualdade salarial em torno de 20% a menos que os homens, jornada dupla, trabalho em turnos, etc. O que as levam a acumular atividades domésticas, educação dos filhos, sobrecarregando-as.

O CRT-MG confere legitimidade ao cargo do técnico, define suas atribuições e responsabilidades. É a comprovação do profissional em exercer a profissão, é o compromisso do profissional com a qualidade técnica do serviço prestado”.

Adriana Bastos de Almeida

Técnica em Eletrotécnica

Belo Horizonte – MG

“Me formei em 2005 pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) e atuo na Companhia Energética de Minas Gerais – CEMIG desde 2006. Tive mais e melhores oportunidades de trabalho com a minha formação técnica. A participação feminina é importante em qualquer setor e, no técnico, não seria diferente. Em uma área que ainda é predominantemente masculina, a atuação das mulheres contribui para a representatividade e igualdade na carreira técnica.

Embora (e infelizmente) seja comum no mundo corporativo, no meu local de trabalho eu nunca sofri preconceito ou discriminação por ser mulher. Um ambiente de trabalho diverso gera uma equipe mais engajada e produtiva. A visão holística e capacidade de organização, características comuns do universo feminino, contribuem com soluções diferentes e inovadoras para o setor técnico.

Como conselho profissional, o CRT deve lutar pela igualdade de remuneração entre homens e mulheres que exercem a mesma função e promover as condições de trabalho adequadas para as técnicas industriais”.

Thaynara Oliveira Quintão

Técnica em Meio Ambiente

Marliéria – MG

“Me formei no ano de 2015 e atuo na área de mineração. A minha formação técnica representa muito em minha vida, com ela estou obtendo crescimento pessoal e me tornando uma pessoa preparada para os diferentes obstáculos futuros.

Já sofri discriminação profissional por ser mulher. Em ambiente de obra a mulher deve demostrar sempre maior esforço para mostrar que também tem seu espaço, e para superar isso estou me esforçando e me superando a cada dia para conquistar meu espaço. E vejo que a presença e participação feminina no setor técnico demonstra que estamos diminuindo a desigualdade de gênero.  E ao meu ver, o diferencial que nós, mulheres, temos no ambiente de trabalho é que somos capazes de resolver problemas e tomar decisões rapidamente.

A importância do CRT-MG para as técnicas industriais é que com o Conselho podemos comprovar nossas habilidades e capacidades de forma igualitária”.

Deise Lopes de Carvalho,

Conselheira Federal – CFT e Técnica em Edificações

Belo Horizonte – MG

“Me formei na Escola Técnica Municipal de Sete Lagoas em Edificações, o que me ajudou muito na minha vida profissional. Hoje eu tenho uma referência de vida. Eu me sinto realizada.

Existia sim preconceito na minha época para trabalhar em obras. A mulher só podia trabalhar no escritório. Consegui superar essa discriminação, a gente acaba se acostumando com a situação porque a oportunidade sempre acaba aparecendo, mas na época as oportunidades vieram muito devagar.

Vejo que a participação feminina no setor técnico é muito boa. Hoje a integração da mulher no setor técnico é muito bem recebida. Claro que ainda tem, sim, dificuldades para homens aceitarem as mulheres neste meio e, principalmente, no campo, em obras, na mineração. E entendo que o diferencial que a mulher oferece no setor técnico é a dedicação na realização de sua função na empresa. A mulher quer sempre mostrar que ela é tão capaz quanto um homem de realizar a mesma função.

Como conselheira no CFT, avalio que a participação não só minha, mas de outras companheiras dentro do Conselho, tanto no federal quanto nos regionais, é de extrema importância para nossa categoria de Técnico Industrial. E o CRT-MG não é só importante para as Técnicas Industriais, mas para toda a categoria, fiscalizando obras irregulares, profissionais não habilitados e sem registro, dentre tantos outros diferenciais que o antigo Conselho não havia”.

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